Cinquenta anos do falecimento de Martim Walter Flor

Pr. Jonas Flor
Rio de Janeiro, RJ

Era a manhã do dia 12 de maio de 1976. No refeitório, nos corredores e nas salas do Instituto Concórdia de São Leopoldo, RS, onde eu estava cursando o segundo ano colegial do Pré-Seminário do ICSL, só se falava sobre a tragédia acontecida na noite anterior: o acidente de carro que vitimou o professor Martim Flor. Aos 53 anos, quando saía de uma reunião no Centro Administrativo da IELB (sediado, na época, nas dependências do ICSL), Martim partiu precocemente, vítima de acidente na BR-116.

Hoje, 11 de maio de 2026, completa-se 50 anos do falecimento deste servo, que, pela graça de Deus, foi um instrumento especial na história da IELB.

Filho do pastor Benjamin Germano Flor e da parteira Olinda Erig Flor, Martim Walter Flor nasceu em 22 de novembro de 1922, em São Lourenço do Sul, RS, sendo batizado em 10 de dezembro de 1922, pelo próprio pai.

Em 13 de dezembro de 1944, formou-se em Teologia pelo Seminário Concórdia de Porto Alegre, RS. Em 18 de janeiro de 1945, casou com Hedi Müller, com quem teve quatro filhos: Paulo, Helena, Eugênio e Elimar.

O ministério pastoral foi exercido em Buriti, RS, em 1945, e, de 1946 a 1954, na Paróquia de São José Pequeno, município de Pancas, ES, onde também foi Conselheiro distrital.

A partir de 1954, Martim iniciou sua atividade acadêmica. De 1954 a 1961, foi professor auxiliar no Pré-Seminário do Seminário Concórdia, em Porto Alegre. Também obteve, em 1960, a Licenciatura em Filosofia, pela Universidade Federal do RS.

Em 1962, assumiu a função de diretor do Pré-Seminário no Instituto Concórdia de São Paulo, onde permaneceu até 1973. Ele sempre considerou um momento doloroso o encerramento das atividades do ICSP naquele ano.

Três fatos, na vida pessoal e familiar, marcaram o período em terras paulistanas:

Em 14 de dezembro de 1964,  sua esposa Hedi veio a falecer, antes de completar 40 anos, por causa de um câncer de mama. Em 13 de janeiro de 1966, casou-se com  Irma Tiberowski, com quem teve três filhas: Márcia, Miriam e Eunice. Em 10 de maio de 1969, obteve o título de Mestre em Teologia  pelo Seminário Concordia de Saint Louis, EUA.

Em 1974, tornou-se professor de História e Teologia Prática no Seminário Concórdia de Porto Alegre. No mesmo ano, foi eleito 1º vice-presidente da IELB.

Na noite de 11 de maio de 1976, Deus lhe concedeu o privilégio de fazer parte da igreja triunfante. Foi sepultado no Cemitério Luterano de Porto Alegre.

O pastor Martim Walter Flor dedicou 32 anos ao ministério pastoral e acadêmico da IELB, desempenhando múltiplas funções e integrando inúmeros comissões, encontros e conferências. Notabilizou-se também por sua atuação editorial, redigindo diversas publicações e periódicos. Acima de tudo, sua trajetória foi marcada por um profundo zelo e dedicação ao ensino.

Numa referência à partida precoce do tio Martim, o professor Johannes Rottmann, na alocução em memória, na capela do Seminário, afirmou: “A cronometragem de Deus é diferente da cronometragem dos homens. Nós diríamos: ‘Não pode ser, o relógio está errado. Martim Flor tinha ainda uns 20 ou 30 anos’. Porém Martim Flor sabia também: Os meus dias estão nas tuas mãos, chegou o tempo da minha partida”.

Hoje, sua esposa Irma, com 93 anos, segue sendo serva fiel na Congregação Ebenezer, no bairro de Campo Limpo, São Paulo.

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