Supermãe de sete filhos pastores

Homenagem póstuma

FOTO: EM PÉ – Nathan, Nelson, David, Martim, Daniel, Elmer e Paulo. SENTADOS – Rute, Olinda, Benjamim e Vera

Elmer Flor
Pastor Emérito da FELSISA
Porto Alegre, RS

           Neste 16 de junho de 2026, lembramos o cinquentenário de falecimento de Olinda Hermina Erig Flor, mãe de sete pastores da IELB. Nascida em 7 de novembro de 1897, em Maratá, RS, teve uma educação privilegiada ao cursar o ensino regular e um curso de enfermagem na Fundação Evangélica de Novo Hamburgo (então denominada ‘Stift’).

          Casou com o pastor Benjamin Germano Flor, em 7 de fevereiro de 1920. Entre esta data e 20 de agosto de 1940, teve nada menos que 11 partos naturais. Uma filha, Hildegard, faleceu aos dois anos de idade, vítima de meningite. Outro filho, Herbert, faleceu por afogamento em Cerrito, RS, aos 16 anos e meio, quando já cursava o pré-teológico do Seminário Concórdia. Duas filhas, Vera e Ruth, formaram-se professoras do ensino primário (hoje fundamental) e lecionaram em escolas confessionais luteranas por muitos anos.

         Sete filhos cursaram Teologia no Seminário Concórdia, em Porto Alegre, RS, e se formaram pastores: Martim Walter, Paulo Frederico, David Jonathan, Nathan Hilmar, Daniel Norberto, Nelson Ary e Elmer Nicodemo, cinco dos quais já faleceram. Atuaram em muitas congregações da IELB, no Brasil, e em diversos outros países de todos os continentes do globo.

         Olinda Flor acompanhou o marido pastor na sua trajetória pelas congregações a que serviu, por 14 anos em Colônia Bom Jesus, São Lourenço do Sul, RS, depois em Colônia São Pedro, Pelotas, RS, por outros 14 anos e, por fim, em Morro Pelado, Taquara, RS, por mais 16 anos, até a sua aposentadoria. Além dos afazeres como esposa e mãe, Olinda exerceu a profissão de parteira, tendo assistido a um número acima de 1.000 partos, em tempos de sofrido transporte animal, seja a cavalo ou carroça, e em outros deslocamentos precários da época, de Jeep ou camionete.  Como fruto de seus estudos em pintura, Olinda pintou diversos quadros, que se acham preservados pela família, num acervo valioso.

        Olinda faleceu com a idade de 78 anos e sete meses, tendo sido sepultada, em Morro Pelado, no túmulo do marido, que falecera sete anos antes. Deixa a marca de onze filhos, 49 netos, e um número crescente de bisnetos e tataranetos. 

        Esta é uma homenagem póstuma de sua descendência e também da igreja em que serviu de ‘Fraupastor’, e por certo também da sociedade civil à qual serviu em sua vida abençoada. A posteridade lhe agradece e reverencia, ‘dona’ Olinda!!!

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