Advento, Natal e Ano Novo: Tempo de Esperança

Mário Rafael Fukue
Pastor
Hora Luterana, São Paulo, SP

        Se perguntássemos a todos os brasileiros o que os deixou tristes ou preocupados em 2025, 72% diriam que a insegurança nas ruas e o medo da violência afetaram seu dia a dia e até seu humor, somados ao receio crescente das milícias e facções criminosas. Outros 472 mil brasileiros apontariam que transtornos como ansiedade, depressão e burnout causaram muito sofrimento e tristeza.

       Mais da metade de nós elencaria também o medo do futuro econômico do país. Além de todas essas preocupações sistêmicas, cada um enfrenta ainda dores pessoais: crises familiares, solidão, luto, enfermidades, dívidas. Em tempos como esses, é natural iniciarmos um novo ano desejando uma luz que rompa a escuridão.

       Imagino que a viagem dos magos do Oriente tenha sido marcada por muitos percalços e perigos. Estradas longas e íngremes, noites frias, salteadores pelo caminho – tudo isso fazia parte da peregrinação. O que os manteve firmes, muito provavelmente, foi a certeza de que a estrela que haviam visto anunciava o nascimento do rei do universo. A Bíblia diz que eles afirmaram: “Vimos a sua estrela quando ela apareceu no Oriente” (Mt 2.2, NTLH). O brilho daquela estrela iluminava a noite mais escura e apontava para uma esperança maior do que qualquer medo.

       Você pode estar desanimado e, ainda assim, viver a esperança que a Epifania anuncia. Pode estar triste e, mesmo assim, ser alcançado pela luz do Salvador. Ao encontrarem o menino, os magos “se ajoelharam diante dele e o adoraram” (Mt 2.11, NTLH). A alegria deles não nasceu da ausência de perigos, mas da presença de Cristo. O próprio Jesus afirmou: “Eu sou a luz do mundo. Quem me segue nunca andará na escuridão, mas terá a luz da vida” (Jo 8.12, NTLH). A mesma luz que guiou os magos continua brilhando hoje, alcançando corações cansados e iluminando caminhos em meio às sombras do nosso tempo.

      A Epifania também carrega uma profunda perspectiva missionária. Os magos foram os primeiros não judeus, no relato bíblico, a reconhecer e adorar o menino Jesus. Isso revela que, em Cristo, “já não há diferença entre judeus e não judeus” (Gl 3.28, NTLH). Você foi alcançado pelo evangelho – seja pela pregação da Palavra, seja pelo batismo – e hoje pode adorar o Deus que se fez homem e veio “buscar e salvar quem está perdido” (Lc 19.10, NTLH). Em um mundo marcado por medo e incerteza, você também pode anunciar a esperança que há em seu coração, como nos exorta o apóstolo Pedro: “Estejam sempre prontos para explicar a qualquer pessoa a razão da esperança que vocês têm” (1Pe 3.15, NTLH). Muitas vezes, o testemunho silencioso e fiel de um cristão se torna como aquela estrela no céu: um sinal de que a luz do Salvador continua brilhando, mesmo na noite mais escura.

      Quer refletir a luz de Cristo ao seu redor? Temos uma sugestão: converse com a liderança de sua congregação ou distrito e marque um curso, presencial ou online, sobre o tema “Como falar sobre sua fé”. Para saber mais, envie um e-mail para: [email protected]

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