Coronavírus

A IELB preparou um material com dicas e orientações para ajudar a enfrentar o Coronavírus (veja imagem abaixo). É um material prático e acessível que pode ser compartilhado nas redes sociais e também impresso para ser distribuído em nossas congregações, escolas e instituições (baixe aqui o cartaz em alta resolução).

O que significa Coronavírus e COVID-19: São a mesma coisa?

Coronavírus é uma família de vírus respiratórios que infectam tanto seres humanos como animais. A relação que cada tipo de coronavírus tem com o hospedeiro, seja animal ou humano, tende a ser exclusiva. Quer dizer, coronavírus que infecta uma determinada espécie de animal não é capaz de infectar seres humanos. O contrário também é verdadeiro.

Entre nós, humanos, há 4 tipos de coronavírus que circulam, ao longo do ano. Esses coronavírus provocam quadros de resfriado comum. O organismo humano está muito bem adaptado a eles.

De 2002 para cá, novos coronavírus entraram em cena. Primeiro, o SARS-Cov, que surgiu na China. Depois, o MERS-Cov, que emergiu na Arábia Saudita. E, no final do ano passado, um novo coronavírus, que foi denominado SARS-Cov-2. Nas três situações, um coronavírus de origem animal sofreu mutações genéticas que lhe permitiram o contágio de seres humanos. Portanto, o surgimento de novos coronavírus está relacionado ao contato com animais.

Quando aparece um novo coronavírus, o organismo humano não está preparado para lidar com ele. Não há imunidade prévia para evitar o contágio ou abrandar os sintomas. Então o risco de epidemia é maior, bem como o risco de complicações. É o que estamos testemunhando atualmente.

Vale destacar que não só o coronavírus tem esse comportamento. O vírus Influenza, que causa gripe, também surge a partir de mutações genéticas, que lhe permitem saltar dos animais para os seres humanos. Acho que todos nos lembramos bem da pandemia de gripe suína que ocorreu em 2009, que ceifou tantas vidas no mundo inteiro.

Mas voltando ao nosso assunto, coronavírus é o agente causador de uma nova doença respiratória, que recebeu o nome de COVID-19. Então, coronavírus é o causador da doença. COVID-19 é o nome da doença.

Sintomas do COVID-19

Na maioria das vezes, COVID-19 manifesta-se como um quadro gripal leve, com dor de garganta, febre, coriza e tosse. A pessoa se recupera e fica bem.

Numa minoria dos casos, a doença pode complicar com pneumonia bilateral grave, com alto risco de letalidade.

Portanto, não são todas as pessoas infectadas que irão evoluir para pneumonia e óbito. Na verdade, uma minoria tem essa evolução. O risco de óbito pelo novo coronavírus é de 3-4%.

Entretanto, o risco de complicações não é igual para todos. Ele é MAIOR em idosos (especialmente pessoas com mais de 80 anos), imunodeprimidos (pessoas com imunidade baixa devido a transplante, câncer, HIV ou terapias imunossupressoras) e portadores de doenças crônicas. Acreditamos que gestantes estejam em risco também.

Pessoas jovens e saudáveis quase nunca evoluem para pneumonia e recuperam-se plenamente.

Tratamento

Não há nenhum tratamento validado contra o novo coronavírus. Várias medicações estão sendo testadas, porém não há nada de concreto até o momento.

O que se vem recomendando é o tratamento sintomático: hidratação, repouso, antitérmico e limpeza das narinas com soro fisiológico.

Nos casos que evoluem para pneumonia: antibiótico, suporte ventilatório, cuidados intensivos e corticoide.

Prevenção

O coronavírus é transmitido por gotículas (gotas de saliva), aerossóis (partículas muito leves de saliva geradas por espirro e tosse, que ficam em suspensão no ar) e por contato.

A principal via de transmissão é pelo contato. A pessoa tosse ou espirra nas mãos, limpa a coriza com as mãos, depois toca nas superfícies, deixando o vírus ali. O vírus pode permanecer viável por muitas horas.

Até o momento não temos uma vacina contra o coronavírus. O desenvolvimento de uma vacina não leva menos de um ano. Então continuaremos não tendo essa opção de prevenção até o final do ano.

Por conseguinte, a prevenção conta com medidas comportamentais saudáveis:

– Usar álcool em gel após contato com superfícies frequentemente tocadas pelas pessoas, como ponto eletrônico, caixa eletrônico, corrimãos, botão de elevador, canetas de uso público e maçanetas de banheiro.

– Usar álcool em gel após uso de transporte público.

– Usar álcool em gel após cumprimentar muitas pessoas com aperto de mão.

– Evitar levar os dedos diretamente aos olhos, boca e nariz. Na medida do possível, use um lenço descartável, o dorso da mão ou o punho.

– Lavar as mãos antes de cada refeição, ao chegar ao trabalho e ao retornar para casa.

– Banir toalhas de pano em banheiros de uso público. Destaque aos banheiros paroquiais.

– Usar papel-toalha para dar descarga, para acionar a torneira e para abrir e fechar portas, em banheiros públicos.

– Na medida do possível, manter os ambientes arejados, com janelas abertas e ar condicionado desligado.

– Evitar ir aos pronto-socorros sem uma necessidade muito clara. Prefira sempre passar com seu médico de confiança, no consultório onde ele atende.

NÃO HÁ NECESSIDADE DE SE USAR MÁSCARA! O uso de máscaras não previne o contágio e ajuda a fomentar o pânico.

O cuidado é para todos, mas deve ser maior em pessoas mais vulneráveis.

Para quem está com sintomas gripais, as recomendações são as seguintes:

1 – Evitar ir a locais frequentados por pessoas debilitadas, gestantes, idosos e imunodeprimidos. Então, se você estiver gripado, evite ir a hospitais e mesmo à igreja. Evite visitar mulheres que deram à luz recentemente e bebês. Isso até que a tosse cesse.

2 – Nunca tossir ou espirrar nas mãos. O correto é tossir ou espirrar no cotovelo ou dentro da roupa. Outra opção é cobrir nariz e boca com um lenço descartável, higienizando as mãos em seguida.

3 – Lave as mãos frequentemente.

4 – Use álcool em gel frequentemente.

5 – Se você estiver com COVID-19 (suspeito ou confirmado), fique em isolamento domiciliar até resolução da tosse e use máscara cirúrgica. A máscara deve ser trocada sempre que estiver úmida ou suja.

Motivo para pânico? Não, mas para reflexão!

As pessoas estão em pânico por toda parte. Só se fala em coronavírus. A impressão que se tem é que se trata de uma doença com alta letalidade. Vimos que não é bem assim. O risco de complicações é baixo em pessoas jovens e saudáveis. Mesmo em pessoas idosas e portadoras de doenças crônicas, o risco de uma evolução fatal é muito menor que a chance de uma evolução favorável.

Temos talvez problemas até maiores em nosso imenso Brasil, aos quais temos dado muito pouca atenção. Por exemplo, dados do Ministério da Saúde mostram que, em 2019, morreram 782 pessoas de dengue! E quanto ao vírus Influenza, que é prevenível por vacina, ele ocasionou 1.109 óbitos no país!

A igreja não acredita em coisas como sorte, azar ou destino. A igreja professa a Divina Providência, o cuidado de um Deus amoroso por todas as suas criaturas. E penso que, em meio ao pânico generalizado de um mundo que se esqueceu de Deus, cabe a nós, igreja de Cristo, apaziguar os ânimos, trazer conforto e esperança. Não podemos e não devemos nos associar ao pânico, mas combatê-lo, como sal da terra e luz do mundo.

Esta página traz em tempo real casos de coronavírus no mundo.

Dr. Carlos Alberto Leão

Médico infectologista (CRM-SP 147.130)

Membro da Comunidade Evangélica Luterana Concórdia, São Paulo / SP

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