LÍDIA

Por volta do ano 50 d.C., o apóstolo Paulo, entendendo o chamado de Deus, navegou até Trôade e, depois, chegou a Filipos; e, num sábado, foi ao local que as autoridades romanas designavam de “lugar de oração e adoração para os judeus”, onde encontrou um grupo de mulheres reunidas, entre elas estava Lídia.

Lídia era da cidade de Tiatira, rica e respeitada comerciante de artigos tingidos de púrpura, cor muito apreciada, extraída de certos moluscos. Ao ouvir as palavras de Paulo, o Senhor lhe abriu o coração para entender o que lhe dizia.

Pouco se sabe sobre a vida pessoal de Lídia, mas isso não é importante; o que importa é sabermos que, nos planos de Deus, antes mesmo da fundação do mundo, estava marcado o encontro amoroso de Deus com Lídia. Essa mulher hospitaleira, generosa, trabalhadora e bem sucedida foi, provavelmente, a primeira cristã europeia, e, em sua casa, foi fundada a primeira
igreja cristã na Europa.

Ela buscou a Deus de todo coração. Suas aspirações profissionais não a impediram de compartilhar o evangelho com sua família, seus amigos e até mesmo seus clientes. Todos viam em Lídia o reflexo do amor de Jesus.

O que antes era seu (casa, negócios e bens) pertencia agora ao Senhor. Ela tinha agora um novo propósito: servir ao Senhor com alegria. Deus usou essa dedicada comerciante e seus recursos para os propósitos divinos de forma grandiosa. Sua casa foi usada para apresentar a boa-nova da salvação ao continente europeu. Lídia usou seu tempo e seus recursos para plantar para a eternidade.

Tudo começou com Lídia, que significa irmã e companheira. Ela de fato foi isso para Paulo, assim como toda a igreja de Filipos, com a qual o apóstolo tinha um bonito relacionamento de amizade e amor, um relacionamento de pai e filho. Paulo chega a falar sobre a saudade que sentia dos amados irmãos.

Fico imaginando Paulo escrevendo a carta aos Filipenses, quantas alegrias recordadas, entre elas os momentos de auxílio quando lhe enviaram donativos, tanto para si como para as outras congregações. Como um pai que se alegra com cada passo de seu filho quando este começa a andar, Paulo se alegrava e se motivava com o progresso da fé de sua congregação, que se destacava pela solicitude e pelo apoio fiel e amoroso à proclamação do evangelho.

Lídia fazia parte das alegrias de Paulo e deixou sua marca gravada em seu coração. Deixou seu exemplo não apenas para sua época, mas para todas as gerações vindouras. E nós? Deixamos nosso testemunho através de palavras e ações no coração das pessoas? Daqui a 30, 40, 50 anos, como as pessoas se lembrarão de mim e de você? Estamos fazendo alguma diferença para as gerações futuras? Abrimos nossa casa para a divulgação do Reino de Deus ou a mantemos sempre fechada, pois achamos que dá muito trabalho? A minha e a sua vida na fé, são reflexos da conversão e do testemunho de Lídia.

Deus nos escolheu e nos deu o privilégio, assim como para Lídia, de sermos seus instrumentos, usando a nossa casa, o nosso trabalho, os nossos dons e os nossos bens. Ainda que desanimemos, Deus nos dá forças e coragem para não desistirmos, pois assim como ele disse a Josué: “Não foi isso que eu ordenei? Seja forte e corajoso! Não tenha medo, nem fique assustado, porque o SENHOR, seu Deus, estará com você por onde quer que você andar” (Js 1.9), ele fala comigo e com você.

Lembre-se: quando Deus escolhe e chama alguém para a sua missão, ele o capacita e o fortalece, pois a obra é dele, ele não falhará, e nele o nosso trabalho não será em vão.

Neide Lemke
Linhares, ES

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