Posicionamento da IELB sobre o aborto

Confira a carta do presidente da IELB, pastor Geraldo Schüler

Estimados irmãos e irmãs em Cristo.

A medida que o debate sobre a descriminalização do aborto é novamente trazido à tona no Supremo Tribunal Federal, surgem solicitações para que a Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB) expresse o seu posicionamento.

Sendo uma Igreja Luterana Confessional, que tem as Escrituras Sagradas como norma de fé e vida, e as Confissões Luteranas como a clara exposição das Escrituras, a IELB historicamente tem se posicionado em favor da vida humana.

Por isso, na qualidade de presidente da IELB, em nome da diretoria nacional e, portanto, em nome da IELB, reafirmo o posicionamento que foi expresso em 07 de agosto de 2018, pelo então presidente da IELB, Rev. Dr. Rudi Zimmer. As palavras dele são as seguintes:

“A POSIÇÃO DA IELB SOBRE O ABORTO

Visto que o aborto foi levado ao Supremo Tribunal Federal e ali foi discutido em audiência pública, líderes de igrejas também se manifestaram. Alguns colocaram sua posição contrária ao aborto, outros, porém, colocaram-se a favor. Diante disso, também a Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB) foi questionada a respeito. Em resposta, evidentemente, não é possível dar um longo parecer. No entanto, trazemos, deforma resumida, a posição da IELB.

Em primeiro lugar, a IELB chama atenção para o fato de que julgamentos feitos por cortes judiciais, inclusive pelo Supremo Tribunal Federal, sobre a legalidade ou ilegalidade de ações das pessoas, não resolvem assuntos morais e não são determinativos para a consciência cristã.

Em segundo lugar, quanto ao aborto, evidentemente, ocorrem abortos espontâneos e inevitáveis, que se equiparam à morte de uma pessoa. Agora, quanto a abortos provocados, a posição da IELB é esta: Visto que o aborto provocado implica em tirar uma vida humana, ele não é uma opção moral viável, a não ser que se trate de um infeliz e inevitável procedimento médico necessário para evitar a morte de outro ser humano, a saber, da mãe. Se não houver esta infeliz e inevitável necessidade de escolha entre duas vidas, o aborto provocado se equivale ao assassinato, pois claramente é uma desobediência aberta ao quinto mandamento, dado por Deus, que diz: “Não mate” (Exodo 20.13). Isto, porque, do ponto de vista bíblico, o embrião humano já é um ser humano, conforme Davi, inspirado pelo Espírito Santo, claramente confessa no Salmo 139.13-16 (NAA):

‘Pois tu formaste o meu interior, tu me teceste no ventre de minha mãe. Graças te dou, visto que de modo assombrosamente maravilhoso me formaste; as tuas obras são admiráveis, e a minha alma o sabe muito bem.

Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui formado e entretecido como nas profundezas da terra. Os teus olhos viram a minha substância ainda informe, e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles ainda existia.

Além de o aborto provocado ser uma séria ofensa contra o quinto mandamento, ele também é ofensa contra o primeiro mandamento, em que Deus diz: “Não tenha outros deuses diante de mim” (Êxodo 20.3). Pois a ação de abortar claramente é manifestar rejeição de honrar a Deus como o Criador e de buscá-lo acima de tudo em tempos de necessidade. Assim, isso se encaixa naquilo que diz o apóstolo Paulo, em Romanos 1.32: “Embora conheçam a sentença de Deus, de que os que praticam tais coisas são passíveis de morte, eles não somente as fazem, mas também aprovam os que as praticam”

Portanto, em consonância com o ensinamento bíblico, a IELB é contrária à prática do aborto provocado de forma indiscriminada.

Que a graça e a paz de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo estejam conosco enquanto enfrentamos essas questões importantes e desafiadoras.

Porto Alegre, 26 de setembro de 2023.

Em Cristo,

Rev. Geraldo Walmir Schüler
Presidente da IELB

Comentários

  1. Com gratidão eu saúdo o posicionamento claro, inequívoco, e fiel à Palavra de Deus que a IELB reafirma nesse momento de debate da sociedade brasileira. O mandamento de Deus é claro; aos cristãos cabe confessar, viver, e defender a Palavra de Deus em dias bons ou maus, quer sejamos por isso louvados ou perseguidos. Que Deus continue a abençoar nossa igreja com a sua graça e salvação.
    Pastor (Major) Gerson Flor, Mons, Bélgica

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