E por falar em dor psíquica

O sofrimento psíquico, também conhecido como dor emocional, é um abalo não de ordem física, mas uma disposição emocional

Artur Charczuk
pastor e psicanalista
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Alguma vez você já ouviu falar sobre dor psíquica? A vida humana é como uma espécie de jornada, as experiências são muitas, consequentemente, como os desafios não são poucos, as dores psíquicas ultrapassam qualquer aparência física. Tantos desejos, traumas e medos… em outras palavras, é o ser humano e sua complexidade. O sofrimento psíquico, também conhecido como dor emocional, é um abalo não de ordem física, mas uma disposição emocional. As causas são os eventos traumáticos, conflitos emocionais, estresse ou perdas. Eu vou falar mais sobre elas no próximo parágrafo. Um sofrimento assim aparece quando ocorre um acúmulo emocional, transbordando para o físico. Só para se ter uma ideia, 5% da população mundial sofre com as condições impostas pela dor psicológica. É importante frisar: tal sofrimento é provindo das áreas psíquicas do ser humano, entretanto, o corpo é o espaço para as manifestações sintomáticas reais.

A dor psíquica é como uma teia de sofrimentos, com causas enredadas e multifacetadas. Algumas razões são bem comuns no enredo do sofrimento emocional: traumas, ou seja, violência, abuso sexual, acidentes de alta gravidade, separação, a perda de um ente amado; estresse crônico ou extremo, a pressão no trabalho, problemas na família, dificuldade financeira; os transtornos psicológicos, ausência de sentido para a vida, depressão, ansiedade; mudanças repentinas, como uma mudança de cidade, de emprego ou em uma relação; os problemas sociais, como racismo, discriminação, pressões culturais; o abuso de substâncias ilícitas, etc. Sendo assim, diante do sofrimento psíquico, o indivíduo precisa ter uma importantíssima capacidade de simbolizar. A aptidão de ajustar determinados conflitos psíquicos deriva do alcance do sujeito com boa estrutura emocional. Caso o indivíduo esteja desprovido da palavra e do símbolo, o sofrimento encontrará subterfúgio no corpo: tremores nas mãos, suor, sensação de tontura, medo inexplicável, tensão muscular, insônia, problemas gastrointestinais, dores, dentre outros. São os fenômenos somáticos, originários de experiências impactantes nos primeiros estágios da vida. Se o repertório psíquico da pessoa não for ampliado, as somatizações encontrarão sentido na extensão do corpo.

O ser humano necessita de condições para, pensemos assim, refletir sobre seus anseios, ao invés de tornar o corpo um depósito de somatizações. Com o pensamento apoderado sobre o dado afeto, o indivíduo poderá compreendê-lo através da palavra. Por consequência, novos elos psíquicos nascerão por meio das novas compreensões, simbolizações, que o sujeito terá acerca dos seus sofrimentos internos. Tratar da ferida emocional requer cuidados através de abordagens terapêuticas. É importante cuidar, isto é, a saúde emocional é parte da criação de Deus. O ser humano cuida do psicológico para louvar e agradecer a Deus da melhor maneira possível. Por isso, não deixe de buscar auxílio para as enfermidades do psíquico. Cuidemos daquilo que Deus nos deu. Zelar pela saúde, tanto física, como psíquica, é um verdadeiro culto ao nosso Deus, Jesus Cristo.

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