Ando meio desligado

A epidemia da distração

Artur Charczuk
pastor e psicanalista
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Você está perdendo o foco? De repente, você está lendo um livro e o interesse logo se esvai e (ops!) o dedo está deslizando na tela do celular. Uma roda de amigos, conversas vão e vêm e o interesse pelos assuntos vão diminuindo gradativamente. Até parece algo comum do sujeito, tipo: “Ah! É o jeito do fulano, é a maneira do beltrano e assim por diante”.

Mas não, pesquisadores da área da saúde mental de todo o mundo estão atentos para a falta de concentração das pessoas. Na verdade, a ausência de foco já está sendo apontada como uma epidemia. Uma epidemia com efeitos danosos, podendo alcançar o setor profissional, relacional e familiar do ser humano. O apagão global do foco possui os seus porquês – um deles é o celular. Entretanto, a grande questão não é simplesmente o aparelho, mas o que ele oferece, isto é, o excesso de informações. O seu uso diário é um grande causador da distração. O excesso informacional retira o indivíduo da rotina em que ele está envolvido.

Também outros fatores são apontados pelos pesquisadores: o estresse moderno, na qual milhões de pessoas são expostas; a má alimentação, o famoso fast food, que oferece comida rápida pouco saudável; poucas horas de sono ou uma noite mal dormida; a falta de exercícios físicos, o cuidado com o corpo e a velocidade das coisas, em outras palavras, as coisas precisam acontecer para ontem.

Os cenários apresentados até aqui são os ladrões da atenção. Há os cenários que já estão diagnosticados, como o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Caso você ache interessante realizar o exame, faça. Com os avanços sobre o assunto, existe uma maior conscientização sobre o diagnóstico e as mudanças sociais auxiliaram para metodologias mais assertivas.

E o que fazer diante da distração? Claro, o ideal é fazer os cenários que eu apresentei em linhas anteriores, mas de forma inversa: cuidado com o excesso de informações e com o estresse, buscar manter uma boa alimentação e sono regulado, praticas exercícios físicos e assim por diante.

Mas é possível ampliar um pouco mais: manter uma agenda, com a rotina detalhada; procurar fazer as tarefas uma por vez – até para a pessoa não perder o foco; ter persistência perante o término das tarefas e, se achar necessário, procure ajuda médica.

Diante de ambientes que tornam estímulos e cobranças simultâneos e excessivos, é preciso um trabalho meticuloso acerca do bom incentivo do foco. A dispersão precisa ser mapeada a fim de promover a formação educacional voltada para a diminuição da epidemia da distração.

Por outro lado, temos caminhos – alguns listados neste artigo – que ajudam o ser humano a lidar com o apagão global do foco.

E não deixe de melhorar o seu foco por meio da palavra de Deus. Leia à Bíblia e se concentre em cada versículo lido, frequente os cultos, construa uma rotina, deixe anotado na agenda, preste atenção na pregação do seu pastor, trabalhe com a concentração, entre outras dicas que auxiliarão no melhoramento do foco e no fortalecimento da fé.

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