Castelo Forte: há 55 anos Deus falando com você a cada dia

O Castelo Forte 2023 é a 55ª edição. Até agora foram publicadas mais de 20 mil meditações, com a participação de centenas de autores. O devocionário mais antigo da IELB teve sua primeira edição em 1969, como resultado da parceria entre a Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB) e a Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB). Para colocar em prática a ideia, criou-se uma comissão com integrantes das duas Igrejas Luteranas, responsável pela publicação conjunta do Castelo Forte, e, a partir da década de 1980, do Livro de Concórdia e das Obras Selecionadas de Martinho Lutero.

Aliás, é a venda do Castelo Forte que mantém as demais publicações da CIL. “Se não existisse o Castelo Forte, não existiriam as obras de Lutero em português, por exemplo”, destaca o editor do Castelo Forte, pastor Rony Marquardt.

Além de servir como um devocionário pessoal, o Castelo Forte pode auxiliar nas devoções familiares, em grupos, em trabalhos missionários e nas capelanias, sendo também uma ótima opção de presente. Você pode adquirir a publicação com a Editora Concórdia (www.editoraconcordia.com.br).

O senhor está há um ano e meio como editor dessa publicação histórica das duas maiores Igrejas Luteranas do Brasil. O que isso significa para o senhor?

Dar continuidade à publicação do devocionário Castelo Forte não é apenas uma grande responsabilidade, mas, acima de tudo, uma excelente oportunidade para ajudar na divulgação da Palavra de Deus, do evangelho que anuncia a salvação pela fé em Jesus Cristo. Além disso, o editor do Castelo Forte atua com autores e autoras das duas Igrejas Luteranas do Brasil, sendo uma excelente oportunidade de praticar um ecumenismo saudável para o crescimento do Reino de Deus.

Qual a importância do Castelo Forte para a IELB, IECLB e para as pessoas, em particular?

A oferta anual do Castelo Forte pela CIL mostra que as duas igrejas se preocupam em oferecer alimento espiritual às pessoas e para as famílias, provendo a palavra de Deus em pequenas porções para o dia a dia, com a leitura de um texto bíblico, uma aplicação dessa mensagem para a vida e uma palavra de oração. É como se Deus viesse cada dia ao encontro das pessoas para dialogar com elas na Palavra que ele inspirou, e para que elas apliquem essa Palavra à sua vida e respondam com seus pedidos ao Senhor.

Esse era um privilégio que Adão e Eva tinham no paraíso perfeito criado por Deus para eles, como vemos em Gênesis 3.8, que fala de Deus procurando o ser humano para se comunicar com ele. O paraíso foi perdido por causa do pecado, mas Deus prometeu restaurar seu Reino por meio de seu Filho Jesus. E o Castelo Forte anuncia essa salvação e liberdade que temos de ouvir nosso Deus e Pai e de lhe responder com palavras e com nossa vida.

Vamos relembrar a história do Castelo Forte?

Cito as palavras que constam na apresentação da primeira edição do Castelo Forte, de 1969: “Sob o nome ‘CASTELO FORTE, Devoções Diárias’, esta folhinha se apresenta como nova e tradicional ao mesmo tempo. Novo é seu nome; mas nele se ligam duas tradições: ‘Devoções Concórdia’ – assim se chamava a folhinha devocional publicada para a Igreja Evangélica Luterana do Brasil; ‘A Palavra Diária’ era a congênere, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil. A sugestão de uma edição comum, justificada com vistas à boa administração de finanças e esforços, veio da Comissão de Literatura Castelo Forte, existente desde agosto de 1966”.

Em agosto de 1966, representando a IELB e a Casa Publicadora Concórdia, os pastores Guido Rubem Goerl e Johannes Hermann Gedrat e o professor Albert Mattis; e pela IECLB e a Editora Sinodal, os pastores Johannes Hasenack, Erdmann Götz e Paul Gerhardt Götz, reuniram-se em São Leopoldo, RS, buscando a possibilidade de compilar um devocionário único e comum nas duas igrejas; assim, as pessoas ali presentes se tornaram a Comissão de Literatura Castelo Forte.

Essa comissão inicial foi reestruturada em 17 de junho de 1974, recebendo o nome de Comissão Interluterana de Literatura (CIL), que continua se reunindo para coordenar a publicação do Castelo Forte. Hoje participam três representantes de cada igreja como membros efetivos e mais dois como suplentes.

Como o devocionário é produzido?

A produção do devocionário começa um ano e meio antes do período para o qual ele se destina. O primeiro passo é selecionar os textos bíblicos. Atualmente, é utilizada a seleção de textos feita pelos Irmãos Moravianos, uma sociedade missionária alemã que, desde 1731 elabora, a cada ano, a seleção de um texto para cada dia. A ideia por trás dessa seleção é guiar as pessoas através da Escritura, para que a cada quatro anos seja lida toda a Escritura Sagrada.

Em seguida, é hora de convidar os autores das mensagens. A CIL tem um grupo básico, mas mesmo esse é constantemente renovado. No Castelo Forte de 2023, por exemplo, participaram 258 pessoas. O editor encaminha para cada uma o convite, por e-mail, indicando o dia, o texto bíblico selecionado, algumas dicas de redação e a informação do prazo final para o envio da mensagem à CIL.

Então vem a fase de recebimento das meditações e sua revisão e correção, um trabalho meticuloso e profundo. Todos os 365 (ou 366) textos precisam ter um título, um versículo destacado, o texto da mensagem com um desenvolvimento compreensível e do mesmo tamanho, finalizando com uma oração. São feitas várias leituras de cada texto, com o objetivo de torná-lo fácil já na primeira leitura. A revisão final do texto é encaminhada para cada autor dar o seu aval.

Depois disso, o editor encaminha os textos para uma das editoras, a Editora Sinodal, da IECLB, ou a Editora Concórdia, da IELB. Cada ano, uma delas é responsável pela diagramação, pela capa e impressão do Castelo Forte do devocionário. Ao final do mês de julho, o Castelo Forte vai para a gráfica para impressão e depois para as editoras para distribuição. Neste ano, foram impressos 55 mil exemplares.

Como o Castelo Forte pode fazer a diferença na vida das pessoas?

– Anamaria Kovács, jornalista e professora aposentada em Blumenau, SC, declarou em sua coluna no jornal O Caminho, em março de 2014, intitulada “Castelo Forte”: “Desde que moro em Blumenau, este devocionário vem me acompanhando. Sua leitura sempre trouxe consolo em tempos difíceis, paz e bênção em todos os momentos”.

– Um presidiário escreveu: “Eu ganhei um livro que se chama Castelo Forte – Meditações Diárias. Ele tem edificado muito minha vida. As palavras dele tem penetrado em meu coração. Só tenho a agradecer ao Senhor Jesus pelas bênçãos derramadas na minha vida e dar os parabéns pelo trabalho de vocês”.

– O pastor Flavio L. Hoerlle, de Ponta Grossa, PR, compartilhou o e-mail que recebeu de um leitor: “Prezado pastor luterano Flavio. Graça e paz de Cristo Jesus. Sou cristão, frequento e congrego atualmente a igreja metodista. […]. Hoje, lendo o devocional Castelo Forte, meditando tanto sobre a passagem bíblica quanto sobre a mensagem de texto, me tocou muito no meu coração, na minha alma. […]. Oro pela sua vida, pastor, e que Deus continue a usá-lo para colocar sábias palavras nos textos devocionais…”.

Um pedido muito especial: a CIL quer completar o seu acervo de devocionários Castelo Forte e lhe falta um exemplar da primeira edição, de 1969. Se você tiver esse exemplar e quiser doá-lo à CIL, entre em contato pelo e-mail [email protected].

Luana Lemke

Jornalista

Assessoria de Comunicação da IELB

Comentários

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Matérias Relacionadas

A parábola do semeador

A cultura digital afasta-nos da terra. Por mais evoluídos que sejamos, não podemos perder contato com a terra, a terra somos nós mesmos, pó é nossa origem e nosso destino. O período de uma vida transcorre de pó a pó

Veja também

A parábola do semeador

A cultura digital afasta-nos da terra. Por mais evoluídos que sejamos, não podemos perder contato com a terra, a terra somos nós mesmos, pó é nossa origem e nosso destino. O período de uma vida transcorre de pó a pó

A subjetividade contemporânea do rolar a tela do celular

O Tik Tok passa a predominar e compor o mundo intrapsíquico do ser humano. E tal composição atinge milhões de pessoas, como uma espécie de hipnose pandêmica.

A dolorosa volta para casa

Após 20 ou mais dias, vítimas da enchente no RS começam a retornar aos seus lares para limpeza e reconstrução