Há estudos que apontam para uma importante transformação no seio familiar. Famílias estão deixando de ter um formato horizontal, para se tornarem-se verticais. A explicação é simples. A formatação dos lares não se dá mais com muitos irmãos e diversos tios. A realidade é de poucos filhos. Por consequência, poucos tios. Poucos primos. Bem diferente de décadas anteriores, onde um almoço em família era capaz de reunir dezenas de pessoas. Essa formação horizontal, de diversas pessoas com idades parecidas, tornou-se rara.
O que hoje se experimenta é a formatação vertical da família. Pessoas da mesma família, mas de gerações distantes. Menos irmãos, tios e primos. Mais convivência entre avós e netos, bisavós e bisnetos. Esse cenário é resultado da diferença de índices importantes, como de fecundidade e de estimativa de vida. Há menos filhos. Mas se vive mais.
Essa realidade potencializa um relacionamento que é digno de ser celebrado no mês de julho. Dia 26 de julho é o Dia dos Avós. Em muitos lares, avós ganham um aspecto central na criação dos netos. Enquanto os pais vão ao mercado de trabalho e passam o dia fora de casa e, seja pela falta de possibilidade financeira para uma creche ou falha do Estado em oferecer algo gratuito, os avós ficam com os netinhos em casa. E, cá entre nós, não é nenhum sacrifício. Ambos ganham.
Um estudo feito na Holanda, Suíça, Suécia e Alemanha e compartilhado na Associação Americana de Psicologia, revelou que avós que cuidam dos netos rejuvenescem! Desde questões motoras, até a parte mental e emocional. Por outro lado, avós longe dos netos tiveram um declínio de saúde acentuado. E outro estudo realizado pela Universidade de Harvard constatou que cuidar dos netos é um bem socioemocional, pois há a sensação de deixar um legado para seus descendentes.
Ah, que bênção avós e netos conviverem. Com tempo de qualidade. Sem pressa. Com oportunidade para educar, contar histórias, caminhar pela cidade, passear de bicicleta, tomar sorvete, comer o biscoito que só a vovó sabe fazer. E, especialmente, com tempo de qualidade para seguir os passos de Lóide, avó do jovem pastor Timóteo. O apóstolo Paulo deu testemunho desse trabalho em família: “Lembro da sua fé sincera, a mesma fé que a sua avó Lóide e Eunice, sua mãe, tinham. E tenho a certeza de que é a mesma fé que você tem” (1Tm 1.5).
Quão felizes e privilegiados são os netos que têm avós cristãos, que lhes dedicam tempo para contar histórias bíblicas. Para ensinar a orar. Que ensinam amor e reverência pela palavra de Deus. E que, por vezes, quando pais falham nesse quesito, levam seus netos aos cultos. Que bênção é aprender a crer em Jesus com os avós!
Por isso, queridos avós, desfrutem do tempo com seus netos. É um bálsamo para as dores da vida (e do envelhecimento). Vocês sabem que, nas memórias mais doces e coloridas da infância dos seus netos, lá vocês estarão para sempre – e, quem sabe um dia, se pudessem, eles pagariam fortunas para voltar a esse precioso tempo. Vocês são inesquecíveis. Vivam exatamente o que diz o Salmo 78.4: “falaremos aos nossos descendentes a respeito do poder de Deus, o SENHOR, dos seus feitos poderosos e das coisas maravilhosas que ele fez” (NTLH).
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