Pastor Lucas Pinz Graffunder
Congregação Rei Jesus – Novo Hamburgo, RS
Essa é uma das grandes incoerências do coração humano. Nós convivemos diariamente com orgulho, impaciência, egoísmo, impureza, incredulidade e indiferença diante de Deus. Pecamos constantemente. Mas, ao mesmo tempo, tratamos a Palavra, o culto e os meios de graça como se fossem opcionais.
Dias atrás ouvi uma frase muito simples que me fez pensar. Uma senhora, lutando contra a compulsão por apostas, reclamou que teria de participar das reuniões (encontro de Jogadores Anônimos) na quinta e no domingo (que são realizados nas dependências da nossa congregação). Então alguém respondeu: “Você aposta todo dia. Vir quinta e domingo não é nada demais”.
Aquilo serve também para nós.
O pecado não tira folga. O diabo não descansa. Nossa carne continua em guerra contra Deus diariamente. Então, por que agimos como se ouvir a Palavra de Deus fosse um exagero? Como se receber a absolvição fosse algo secundário? Como se a santa ceia fosse apenas um detalhe da vida cristã?
Nós queremos um cristianismo confortável. Um perdão disponível apenas quando acharmos conveniente. Mas Cristo não instituiu a Igreja como um acessório para a vida. Ele instituiu porque pecadores precisam constantemente do Evangelho.
A Igreja é hospital para pecadores. E quem conhece a gravidade da doença não despreza o remédio. Cristo continua chamando cansados, culpados e pecadores para ouvir novamente: “Teus pecados estão perdoados”.


