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A caríssima páscoa

É tempo de nos prostrarmos e olharmos para o alto. Não diante de um estande repleto de ovos de chocolate que valem uma pequena fortuna. Mas de dobrarmos nossos joelhos diante de Jesus, e, prostrados, olhar para o alto e reconhecer o preço caríssimo da doce salvação que nos foi dada de presente: o sangue do Cordeiro de Deus

Caminhar pelo supermercado nas semanas que antecedem a Páscoa não é tão simples assim.  Especialmente onde estão expostos os caríssimos ovos de chocolate. Ainda mais se você for uma pessoa alta, assim como eu. Uma pessoa com mais de 1,80 de altura ter que, simultaneamente, esquivar-se dos ovos de chocolate, flexionando os joelhos, olhar para cima à procura de preços e cuidar para não esbarrar nas outras pessoas é praticamente uma aula de pilates ou algo parecido.

          Claro que os ovos de chocolate têm seu encanto, sua magia. Apelo comercial, embalagens coloridas, chocolates renomados e, para fazer brilhar os olhos da criançada, são agregados personagens ou brinquedos. Resultado disso tudo é que ovos de chocolate se vão para as alturas. Não apenas na localização estratégica nos supermercados, mas também no seu valor. O mesmo chocolate que está no requintado ovo de Páscoa é o mesmo chocolate vendido o ano inteiro na barra de chocolate. O PROCON de São Paulo realizou uma pesquisa, ano passado, e alertou que o ovo de Páscoa custa quatro vezes mais caro do que a barra do mesmo chocolate.

          Deixando de lado o valor exorbitante da Páscoa comercial, é preciso falar do alto valor da Páscoa raiz, com seu real motivo de ser celebrada. Esta Páscoa nos remete à libertação do povo de Deus da escravidão no Egito, bem como o “último jantar” antes dessa libertação, onde o sangue de cordeiro marcava os que estavam livres do juízo de Deus. Claro, tudo isso apontava para a Páscoa que ainda estava por vir. Depois do “último jantar”, onde Cristo instituiu a ceia, o próprio Cordeiro de Deus foi sacrificado, e, para os marcados pelo seu sangue, há libertação do juízo do Senhor. Libertação que abre as portas para a terra prometida, o novo céu e nova terra. Terra prometida que tem o selo da ressurreição do Salvador.

          Felizes são os que celebram a Páscoa com este valor agregado. Não apenas mais um feriadão. Ou um festival culinário de pão, peixe, vinho e chocolates. Ou, como já ouvi diversas vezes em anúncios motivacionais, bem ao estilo coaching: “Páscoa é o seu ressurgimento diante das aflições da vida”. Que nada! Páscoa é a vitória daquele que disse: “Eu sou aquele que vive. Estive morto, mas agora estou vivo para todo o sempre. Tenho autoridade sobre a morte e sobre o mundo dos mortos” (Ap 1.18). Sem este conteúdo, a Páscoa torna-se como um caríssimo ovo feito apenas de embrulhos e sem o chocolate.

          Está certo que essa insistência pode ser como chover no molhado. Mas é preciso falar. Lembrar. Exortar. Afinal, como no Natal, o tempo de Páscoa terá mercados e lojas lotados. Ao passo que congregações e locais de culto não estarão tão lotados assim. Ah, quem dera que nossos templos ficassem tão lotados quanto. A Ascensão e o Pentecostes, que vem logo aí, nos ensinam que é nossa tarefa testemunhar, anunciar. E, como cristãos, mais uma vez estamos testemunhando qual é a Páscoa que celebramos.

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