Artur Charczuk
Pastor e psicanalista
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O assunto extraterrestre foi abordado massivamente nos últimos dias, com os debates iniciados pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Ele impulsionou em colocar o assunto OVNI em voga ao instruir o Pentágono e agências federais a divulgarem arquivos secretos governamentais sobre o assunto. Documentos, vídeos e fotos foram expostos, objetivando mostrar o exército americano interceptando os objetos não identificados. E o assunto viralizou nas redes sociais. A cada rolar de tela no Instagram ou Tik Tok, o rosto de um ETE ou nave espacial aparecia. Fora os avistamentos que começaram a pipocar: na cidade, no sítio, nas montanhas e assim por diante. Geralmente desfocado, mas não é esse o ponto que eu quero compartilhar neste artigo.
Agora temos o filme do Steven Spielberg, dia D (ficção científica e suspense), que retrata a existência de alienígenas e como essa realidade vai afetar a população mundial. A arte foi a forma que o ser humano encontrou para assimilar o assunto OVNI e, assim, temos a ficção procurando justificar através de naves que invadem o planeta, a escravidão da raça humana, o declínio das instituições e por aí vai.
Na verdade, toda obra ficcional não é separada de seu criador, e por isso, o filme dia D fala muito mais sobre o ser humano do que sobre o alienígena propriamente dito, dado que a imaginação humana está atravessada na imagem do extraterrestre. Assim, o filme mostra as angústias humanas, seus dilemas e interrogações acumulados na arte e na ficção de um alienígena.
Pela dificuldade de o ser humano lidar com determinados assuntos, ele se utiliza da arte para encontrar algum alívio. No final das contas, os filmes sobre civilizações espaciais sempre trazem o questionamento humano: estamos sozinhos no mundo? A pergunta fala muito do que o ser humano sente – é uma pergunta muito mais emocional do que racional. Ela descortina o desamparo, a fragilidade, a necessidade do outro, o medo do vazio, o desejo pelo controle e assim por diante. A pergunta é um desabafo da natureza humana, isto é, nas entrelinhas existe uma insegurança impregnada, que é propriamente do homem. Mesmo buscando segurança nas vias da razão, a pergunta continua, os vídeos no Tik Tok não cessam, a arte continuará produzindo o assunto OVNI. E o sentimento de insegurança permanecerá, as telas e notícias não conseguirão preencher o que o indivíduo sente e a pergunta não cessará: estamos sozinhos no mundo?
CRESÇAMOS EM TUDO NAQUELE QUE É A CABEÇA, CRISTO
“Para que não mais sejamos como crianças, arrastados pelas ondas e levados de um lado para outro por qualquer vento de doutrina, pela artimanha das pessoas, pela astúcia com que induzem ao erro. Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo.” (Ef 4.14-15) Queridos irmãos, o trecho bíblico fala sobre os ventos do mundo. As falsas doutrinas, ensinos, informações, mestres falsos, etc. Atualmente, informações sobre vida fora da Terra são despejadas aos montes nas redes sociais, ocasionando medo coletivo, ou seja, isso acontece porque é reflexo da indução ao erro – as pessoas estão no caminho errado, no ensino incorreto.
Enquanto cristãos, somos chamados por Jesus Cristo – somente ele possui o ensino autêntico e palpável. Em Jesus não existe arte ou ficção, mas simplesmente salvação e perdão. Jesus Cristo acolhe o sofrimento humano, sara suas feridas e angústias, guia e direciona seu povo. Sendo assim, muito mais vale passar as páginas da Bíblia do que rolar a tela do Tik Tok, com seus vídeos viralizantes. A Bíblia aponta para o ensino correto, diferentemente de uma rede social. O refúgio do pecador está no Salvador, o resto são apenas os intempestivos ventos do mundo. Estamos sozinhos no mundo? Não, Jesus Cristo é nossa companhia fiel e eterna. A resposta não está nas estrelas, na criação, mas no Criador revelado em seu único Filho, Jesus.
REFERÊNCIA
BÍBLIA. Português. Bíblia Sagrada: Antigo e Novo Testamento. Nova Almeida Atualizada. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.


