A luz do Justo ainda brilha   

“O justo viverá pela fé” foi a luz que encheu os olhos, o coração e a mente de Lutero

    

Em 1517, em um mundo sombrio, repleto de culpas e terrores, começava a ressurgir o brilho de uma luz. Não a luz de um homem chamado Martinho Lutero, mas a luz daquele que é a luz deste mundo. As batidas do martelo que fixavam as 95 teses ecoavam por uma sociedade que padecia com enfermidades, medos e crises. Mas, especialmente, Lutero fazia brilhar aquela luz em uma sociedade com uma visão corrompida sobre Deus e sobre a vida cristã. “O justo viverá pela fé” foi a luz que encheu os olhos, o coração e a mente de Lutero.

A justiça para a salvação do ser humano não repousava sobre seus frágeis ombros corrompidos, nem sequer sobre as enganosas indulgências. A justiça para a salvação estava e sempre estará sobre os ombros de Jesus. Ombros justos, santos, dignos, perfeitos – mas que se tornaram feridos, ensanguentados, repulsivos. Pelos ferimentos de Cristo, há cura. Pelo sacrifício de Jesus, os pecados são perdoados. Pelo sangue do Justo de Deus, o pecador é tornado justo. Somente pela fé. E é justamente a luz que emana desta tão pequenina, mas tão profunda palavra, que a reforma luterana trouxe à tona: fé. E como em um belo amanhecer de primavera, o viver pela fé fez brilhar, em um crescente contínuo, uma nova vida, intensa e radiante. Não mais presa ao sombrio mundo das culpas, mas livre para ser vivida em um mundo onde quem reina é o Justo de Deus, Cristo, com seu perdão e misericórdia.

Ainda hoje, vidas continuam mergulhadas em um mundo sombrio, repleto de culpas, terrores e ansiedades. Neste vale sombrio, a visão sobre Deus e sobre uma vida cristã continua distorcida. Mas não se esqueça. A reforma luterana trouxe à tona a luz do Justo, do Salvador. E ela continua a trazer vida em seus raios. Também para esta sociedade tão extremada. Tão conectada e tão vazia. Repleta de pessoas pelas ruas, mas tão solitárias. Cheia de pequenas meias verdades, mas tão distante da Verdade que liberta. O único Justo, que justifica pela fé, continua a libertar do sombrio e vazio mundo das culpas. O perdão de Jesus, ainda hoje, liberta para dentro do Reino de Deus, florido e ensolarado, onde compaixão e misericórdia são fontes inesgotáveis.

Então fica a dica: ainda hoje, o justo viverá pela fé. A justiça para a salvação do ser humano moderno e conectado continua apenas nos ombros de Cristo, o verdadeiro Justo. Ainda hoje, o Justo torna o pecador justificado. Somente pela fé. Somente pela graça de Deus. Somente pela Escritura.

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