As crianças e as nossas orações

Provérbios 22.6 diz: “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho não se desviará dele”.

Pollyana Carolina De Melo Sontag
Paragominas, PA
Congregação Martinho Lutero

Você é uma pessoa que ora? Ora bastante? Chegando o mês das crianças, ainda podemos perguntar: ‘’Você tem orado pelas nossas crianças, pelos seus filhos, pelos netos?”

Eu sei que você tem se preocupado se seu filho está bem na escola, se ele começou a falar no tempo certo, a pronunciar as palavras corretamente, a formar as frases conjugando os verbos adequadamente. Você o colocou no inglês, na natação, no futebol, no balé, no kumon… isso não está errado. Nós queremos que nossos filhos sejam bem-sucedidos. Mas nós estamos nos preocupando com a vida espiritual deles? Nos preocupando que eles tenham a paz que só Cristo pode dar? Será que, no futuro, teremos excelentes médicos, que fazem cirurgias complicadíssimas, mas que não se matam nos primeiros problemas, pois por melhores que possamos tentar ser, as coisas não dependem única e exclusivamente de nós? Teremos os maiores empreendedores, que falam diversas línguas, mas que não conseguem calar a voz do desespero de sua própria alma? Teremos competentes advogados, que possuem os melhores argumentos, mas que não conseguem uma simples e confortadora conversa com seu Criador?

Nós temos que orar pelas nossas crianças!

Elas estão em risco hoje em dia. Muitas sofrem com a pobreza, mas muitas sofrem também com os efeitos da prosperidade. Nossas crianças têm TUDO PARA VIVER, mas NADA PELO QUE VIVER. Elas estão inseridas num mundo digital louco, implacável e cruel, onde a velocidade de informações chega como um foguete numa cabecinha que, muitas vezes, não tem maturidade para assimilar o que está chegando. Tem muita coisa boa na internet, sim; mas nossas crianças estão expostas à preguiça, soberba, violência, abuso, prostituição, pornografia e uma série de conteúdos antiDEUS.

Usar uma criança para conseguir algo, sempre teve muito poder. Vemos isso na Bíblia mesmo. O Faraó, após pragas e pragas, só permitiu que os israelitas deixassem o Egito depois da morte do seu primogênito. Nossas crianças são alvos que nos abalam extremamente. Então temos que blindá-las do mal.

Como pais, temos a obrigação de levar nossas crianças a Deus. Por mais trabalhoso que seja, devemos persistir, para que no futuro, nós não nos arrependamos. Provérbios 22.6 diz: “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho não se desviará dele”. E podemos dizer ainda mais: mesmo que ela se desvie, está usando o seu livre arbítrio, mas ela tem a plena consciência do que está fazendo, pois foi ensinada; e você, como pai, mãe ou qualquer outro responsável, não vai carregar o peso dessa culpa, pois você insistiu e persistiu. Você mostrou o bom caminho. Você combateu o bom combate.

Então vamos usar todas as ferramentas para proteger e sustentar as crianças que foram confiadas a nós! Vamos orar!

“Levante-se, grite no meio da noite, quando começam as vigílias noturnas; derrame o seu coração como água na presença do Senhor. Levante para ele as mãos em favor da vida de seus filhos, que desmaiam de fome nas esquinas das ruas” (Lm 2.19).

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