Aborto não é sinônimo de liberdade

Fundamentados na Palavra, cremos e ensinamos que, após a concepção, há uma pequena vida no ventre materno

 

A Comissão de Direitos Humanos aprovou, ainda em setembro, um projeto de lei que cria o Dia Nacional do Nascituro e a Semana de Defesa e Promoção da Vida. Nascituro é o termo utilizado para o ser humano, já concebido, mas ainda não nascido. Ou seja, nascituro é aquela pequena vida em desenvolvimento no ventre materno. O projeto de lei prevê que o dia 8 de outubro seja o Dia Nacional do Nascituro, com campanhas educativas, palestras e o tom de cor azul claro.

Obviamente que este projeto de lei nasce em um contexto. Também há o projeto de lei que quer descriminalizar o aborto até a 12ª semana de gestação. Defender a vida de um ser humano em formação é uma resposta à proposta de deixar a bel-prazer a escolha de permitir ou não a vida no ventre. Obviamente que estes extremos trazem debates acalorados. Temperados com ideologias, extremismos políticos e posições bem claras sobre quem é soberano sobre a vida. Afinal, “Meu corpo minhas regras” ou existe uma ética, um fundamento, que orienta a tomada de decisão?

Pertenço a uma Igreja (IELB) que tem um posicionamento muito acertado e claro sobre o aborto provocado. Fundamentados na Palavra, cremos e ensinamos que, após a concepção, há uma pequena vida no ventre materno. O salmo 139 fala por si só. Falando sobre a maravilhosa criação de Deus no ventre materno, este salmo fala assim: “Tu viste quando os meus ossos estavam sendo feitos, quando eu estava sendo formado na barriga da minha mãe, crescendo ali em segredo”. Um nascituro é criação de Deus. É amado por Deus. E não deve ser abortado.

Provocar um aborto é colocar fim a uma vida. Aborto não é sinônimo de liberdade de escolha. Aborto é sinônimo de morte. Há uma tentativa de envelopar esta prática como a vitória do direito de escolha. Mas pouco se fala das consequências emocionais que um aborto gera, para o resto da vida. Um artigo publicado no Britisch Journal of Psychiatry, em 2011, coletou dados de diversos estudos sobre a prática do aborto. Pasmem. O risco de doenças mentais em mulheres que praticaram aborto aumenta em 81%, gerando ansiedades, quadros depressivos, alcoolismo e até mesmo o pensamento suicida. Aborto não traz felicidade para ninguém. E é uma triste sombra que acompanhará para sempre aquela mãe que escolheu não ter seu filho.

Só há um que pode curar o rombo de um aborto provocado. Aquele que jamais rejeitará um pecador arrependido. Em Jesus está a cura e o perdão para o coração que jogou fora um dos maiores presentes de Deus. Este é o amor que jamais nos fará escolher pelo aborto como a solução para uma gravidez aparentemente indesejada. Eis a ética da decisão. Meu corpo e minhas regras são regidos por aquele que me trouxe para dentro do seu Reino. Neste Reino, a vida vem sempre em primeiro lugar.

Então fica a dica: aborto jamais será sinônimo de liberdade.

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